Você veio pra me mostrar que pausas não são finais e que recomeços existem. Veio pra me fazer ver que mesmo que eu pense que não, ainda é possível. Veio como ironia do destino para me fazer reconhecer que não é possível prever nem controlar nada. Do nosso pouco, nada sobrou; mas muito pude aproveitar dessa experiência. Como uma lição daquelas parábolas antigas a vida te trouxe e de forma sutil me ensinou coisas que eu me negava aprender. Sei que não era sua intenção, você em si não queria nada além de curtir um dia de cada vez, mas eu soube interpretar cada oportunidade de aprendizado. Aprendi que não adianta o quanto eu tente prever o futuro, ele sempre será incerto. Aceitei que nunca terei o controle em minhas mãos de coisas que extravasam meu poder. Tentei de todas as maneiras me blindar de surpresas, fiz tudo que pude para me assegurar que poderia me deixar ser e viver, mas nada disso adiantou. A vida usou desse momento para mais uma vez tentar me mostrar que não adianta eu querer ter controle sobre tudo, saber de tudo, prever tudo… Dessa vez ela conseguiu. Aprendi de uma maneira que eu não queria, afinal planejei cada passo meu para não me frustrar, mas foi justamente isso que aconteceu. Compreendi que pensar mil vezes e me planejar para tudo não irá impedir as coisas de serem diferentes. Entendi que eu tenho que tomar decisões baseadas apenas no que eu consigo sustentar independente do que acho que irá acontecer. Por fim e mais uma vez, aceitei que confiar e acreditar em alguém não garante que não existirão mentiras e omissões. Nada é por acaso, assim como nosso encontro não foi. Não é sobre você, é sobre a vida que nos ensina apenas quando queremos aprender.
“acreditei que eu era uma pessoa ruim e me preocupei tanto com isso mas pessoas ruins não se preocupam e pessoas ruins não choram não dessa forma.”— Livro: a depressão é uma borboleta azul.
16/1/23
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